Desenvolvi o trabalho como um processo de aprendizagem feito a partir da observação, do inquirir e do experimentar, do refletir para se re-expressar. Explorei através desta atividade a liberdade de reinventar e também de trabalhar na construção e fortalecimento de sujeitos sociais, seja no individual ou no coletivo.
A dança contemporânea propõe uma relação direta com esta etapa da construção, através dos improvisos. A partir do encontro com variáveis, os participantes exercitarão a capacidade criativa que tem a imaginação para estimular e abrir o diálogo entre pensamento, imagem e corpo ampliando a circulação e o surgimento de novas idéias.
Só assim é possível através do corpo observar como as idéias se traduzem em movimentos e vice-versa.
O trabalho, durante o periodo, se desenvolveu no interesse de saber como o objeto de estudo (o corpo excepcional – pessoas essas com necessidades especiais. Alunos da – APAE) contribui para a compreensão e percepção da linguagem corporal.
Sobre essa ótica, torno-me um pesquisador do meu próprio corpo através do outro, onde, a arte contemporânea, se caracteriza pelo experimental, e oportuniza que ela seja uma experiência aberta, inovadora e provocativa ao dançarino.
O desafio foi fazer arte dentro do conceito de trabalho envolvendo pessoas com deficiência física, mental e sensorial.
Essa atividade gerou a oportunidade para jovens e adultos portadores de deficiência, praticarem e demonstrarem suas capacidades motoras básicas. Realizando atos como: descontração, desinibição, proporção de autocontrole e concentração, bem como atingir o equilíbrio físico e mental integrando e socializando sempre através da arte-educação.

